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domingo, 15 de agosto de 2010

“Morre lentamente...”

Sou fã de muitos autores, cada um ocupa ou ocupou um espaço em determinadas épocas da minha vida. Sou do tipo de gostar de ler mais de um livro de uma vez, mas isso também depende do momento em que esteja vivendo.

Leio a Bíblia praticamente todos os dias, e de tudo um pouco. Por isso mesmo acabei me tornando bem eclética. Mas, como todo mundo, tenho meus preferidos. Entre esses, que são muitos, vou destacar apenas cinco: Victor Hugo, Mitch Albom, Pablo Neruda, Irvin D. Yalom, Augusto Cury.
Também amo ler o que a Danuza Leão escreve. Por causa dela, tenho diversos copos diferentes em casa para usar em reuniões pequenas. Mas acho que ela se superou quando escreveu – “Quase tudo com Danuza”. Fui do riso ao choro, além de mergulhar e refletir sobre minha própria história.

E, na minha nova saga, estou “flertando” com tudo que a Martha Medeiros anda escrevendo, e isso inclui o seu blog.

E é justamente por isso que resolvi postar sobre algo que me levou a um equívoco irritante, que me fez converter elogios à pessoa errada, evitando, portanto, que chegasse perto da verdadeira autora de – “A Morte devagar”.

Comecei a ter contato com a internet, mais profundamente, tem mais ou menos uns 13 anos. E, mal comecei a receber e-mails, me deparei com um PowerPoint, com imagens lindíssimas de lugares cobertos de neve, intitulado –“Morre lentamente” – atribuindo o texto a Pablo Neruda. Encaminhei para cá, para lá... Fiquei encantada! Se eu já tinha uma tendência, acho que subversiva (resquício da minha juventude), a gostar de Pablo Neruda, o famoso poeta da revolução Chilena, depois desse texto me apaixonei de vez.

Tem mais ou menos um mês, acho eu, que, bisbilhotando o blog da Martha Medeiros, descobri, através de uma entrevista, que era ela a verdadeira autora do tal texto. Fiquei indignada, me senti traída, fiquei com raiva até do Neruda, que do seu túmulo nada tinha a ver com isso. Esse é o tipo de texto que qualquer escritor gostaria de ter escrito. Como é que alguém faz esse tipo de coisa? Algum machista? Algum chileno? É, porque a autora também andou por lá. Na verdade fiquei até envergonhada de ter repassado tal mensagem, o que me levou a uma lição: verificar tudo, mas tudo mesmo que recebo, antes de encaminhar.

Nem posso dizer que sou uma escritora nova no meio, tenho consciência que nem isso sou, ainda. Estou bem no início, tentando apenas que meia dúzia se interesse em ler o que escrevo. Mas isso não impede que eu mostre minha indignação e ao mesmo tempo tente reparar o meu erro. E se o meu canal é o meu blog, é por aqui que vai minha reparação. E, quem sabe, num golpe de muita sorte, numa propaganda boca a boca, a própria Martha Medeiros passe por aqui e acabe aceitando minhas desculpas.

Então é isso. Sinto-me mais aliviada assim.

Agora, um golpe de muito mais sorte ainda, aproveitando a carona, seria se ela além de passar por aqui ainda respondesse a minha pergunta:

- Martha, é minha primeira Bienal, pode me dar uma dica? Com que roupa eu vou?

1 comentários:

Kali Vieira disse...

Lembro até hoje da Sandrine abismada, chegando na sala dizendo que o texto não era do Pablo Neruda.
Depois de tantas apresentações do power point encaminhadas hein sogrinha! mas serve de lição mesmo .. por isso não repasso nada! xD
ah, Boa Sorte na bienal !!! como dizem os japoneses: Ganbatte!! muitos autógrafos, e muitas fotos para postarmos aqui hein!!

Beijos

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